mortos-vivos: uma ex-conferência < 2017 >
living dead: an ex-conference
Quatro especialistas analisam a crise que tomou o mundo. Sugerem estratégias de sobrevivência e discutem assuntos como alteridade, xenofobia, fascismo, preconceito, tortura, a banalidade do mal e o fascínio pela violência. Afinal, o apocalipse já aconteceu: zumbis estão nas ruas, nas redes sociais, na televisão, no Congresso brasileiro. Não há mais governo, sinais de trânsito, produtos de supermercado, etiqueta social ou amenidades. Do que mais estamos dispostos a abrir mão?
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A show that draws from a fantastic premise: what if a zombie apocalypse really happens and the cadavers come back to life, right here, in our city? In this sort of edge-of-the-abyss conference, four experts analyze the crisis that surrounds us in search for survival strategies.
equipe > crew
texto > text Alex Cassal
direção > direction Renato Linhares
elenco > performers Felipe Rocha, Lucas Canavarro, Renato Linhares, Stella Rabello
intérpretes convidadxs > guest performers Caio Riscado, Fábio Osório Monteiro, Marina Provenzzano, Wallace Ruy
assistência de direção > assistant director Fábio Osório Monteiro
colaboração artística > collaboration Marina Provenzzano, Tereza Alvarez
desenho de luz > light design Tomás Ribas
espaço cênico > set design Estúdio Chão
figurinos > costumes Antonio Medeiros, Guilherme Kato
caracterização > make-up Rodrigo Bastos
desenho de som > sound design Domenico Lancellotti
fotografias > photos Francisco Costa
direção de produção > management Tatiana Garcias
produção executiva > executive production Náshara Silveira
realização > production Foguetes Maravilha
apoio > support Residência Días Hábiles / O Espaço do Tempo
estreia > opening
Galpão Gamboa > Rio de Janeiro BR > 2017
digressão > tour
Mostra Hífen < em processo > Rio de Janeiro BR > 2016
Cena Brasil Internacional < em processo > Rio de Janeiro BR > 2017
FIT Festival Internacional de Teatro > São José Rio Preto BR > 2018
Espaço Cultural Sérgio Porto - Projeto ENTRE > Rio de Janeiro BR > 2018
Sesc Belenzinho > São Paulo BR > 2018
Mostra Frente Teatro > Paracambi BR > 2019
Circuito Lonas Culturais > Rio de Janeiro BR > 2023
Teatro Ipanema > Rio de Janeiro BR > 2023
Circuito SESI > São José dos Campos, São José do Rio Preto, Campinas, Itapetininga BR > 2023
Teatro SESI Santos > Santo BR > 2024
imprensa > press
Peça cria metáfora para mazelas sociais > Folha de São Paulo > BR
Sartre já disse antes que o inferno são os outros > Medium > BR
Ninguém nasce zumbi: torna-se zumbi > Painel Crítico > BR
Afirmar o fracasso > Roda Morta Mesa Viva > BR
Foguetes Maravilha estuda a intolerância > Terceiro Ato > BR
crítica > review
O texto de Alex Cassal é marcado por tiradas sagazes sobre as dinâmicas sociais que propiciam terreno fértil para a segregação e a violência. O zumbi é uma metáfora perfeita para falar sobre o Brasil de hoje, polarizado, em que o ataque às liberdades individuais e às minorias é cada vez mais banalizado.
Márcio Bastos > Terceiro Ato > São José do Rio Preto BR
Excelente criação do grupo Foguetes Maravilha, leva ao palco um cenário apocalíptico como forma de sátira à sociedade brasileira.
Renata Magalhães > Revista Veja Rio > Rio de Janeiro BR
O formato é de uma conferência ministrada por quatro intérpretes de técnica impecável e inteligência aguda o suficiente para provocar riso aberto, sem perda de contundência crítica.
Beth Néspoli > Teatrojornal > São Paulo BR
O texto é requintado. Irônico. O universo ficcional se cria como uma poderosa metáfora sobre o contexto político brasileiro em que as pessoas deixaram se levar por suas obsessões ao ponto de se tornarem irreconhecíveis por sua agressividade para com amigos e pessoas de seu círculo próximo.
Astier Basílio > Painel Crítico > São José do Rio Preto BR
Gosto da possível leitura de Mortos-vivos: uma ex-conferência que evidencia aquilo que, embora óbvio, temos extrema dificuldade de constatar. Ou seja, de que o horizonte do fracasso é bem mais amplo do que o lugar de vitória. E que só deixamos de fracassar quando a vida não é mais possível.
Caio Riscado > professor e pesquisador > Rio de Janeiro BR
O texto de Alex Cassal explora com pitadas de humor as dinâmicas sociais que propiciam um terreno fértil para a segregação e a violência. Um excelente exemplo de como a arte, de forma lúdica, metafórica e divertida pode nos fazer pensar sobre nossa realidade e os problemas urgentes que nossa sociedade enfrenta.
Carla Marco > Sesi Rio Preto > São Paulo BR
Essas fantasias incorporam, literalmente, os medos, ansiedades e angústias de cada época; um pavor de (sermos) multidões alienadas e consumistas que devastam todos os cantos do planeta. Talvez deveríamos nos perguntar o que pode essa outra multidão que irrompe das entranhas da terra. O que nós, em nossas sensibilidades assoladas, podemos?
Diego Paleólogo > escritor > Rio de Janeiro BR
Sendo ora didáticos e ora irônicos, os foguetes vão de Arendt e Žižek a gags clássicas (de circo-teatro a Os Trapalhões) para refletir sobre a violência, o sadismo e o medo inerentes aos humanos; sobre o viés de confirmação a partir do qual moldamos nossa visão de mundo; sobre o exercício da alteridade e sobre a ética em períodos de caos (se é que há).
Fernando Pivotto > Medium > Rio de Janeiro BR
Com humor rasgado, muita ironia e discursos teóricos, os Foguetes Maravilha trazem para a cena a guerra de polaridades que assola o Brasil aliada à sensação de fim do mundo.
Jaqueline Deister > Correio da Manhã > Rio de Janeiro BR
Uma dramaturgia que traz metáfora impactante sobre as mazelas do mundo contemporâneo.
Jornal Povo > Rio de Janeiro BR
Essa peça é, além de sensacional e hilária, profundamente atual e política!
Enrique Diaz > diretor e ator > Rio de Janeiro BR
Alex Cassal’s text is characterized by astute observations on the social dynamics that provide fertile ground for segregation and violence. The zombie is a perfect metaphor for discussing today’s polarized Brazil, where attacks on individual freedoms and minorities are becoming increasingly normalized.
Márcio Bastos > Terceiro Ato > São José do Rio Preto BR
An excellent production by the Foguetes Maravilha group, bringing an apocalyptic scenario to the stage as a form of satire on Brazilian society.
Renata Magalhães > Veja Rio Magazine > Rio de Janeiro BR
The format is that of a lecture delivered by four performers with impeccable technique and sharp enough wit to provoke open laughter, without losing any of their critical edge.
Beth Néspoli > Teatrojornal > São Paulo BRl
The text is exquisite. Ironic. The fictional universe is crafted as a powerful metaphor for the Brazilian political context, where people have let themselves be carried away by their obsessions to the point of becoming unrecognizable due to their aggressiveness toward friends and those in their inner circle.
Astier Basílio > Painel Crítico > São José do Rio Preto BR
I like the possible interpretation of Mortos-vivos: an ex-conference that highlights what, though obvious, we find extremely difficult to acknowledge. That is, that the horizon of failure is far broader than the realm of victory. And that we only cease to fail when life is no longer possible.
Caio Riscado > professor and researcher > Rio de Janeiro BR
Alex Cassal’s text explores, with a touch of humor, the social dynamics that provide fertile ground for segregation and violence. An excellent example of how art, in a playful, metaphorical, and entertaining way, can make us think about our reality and the urgent problems our society faces.
Carla Marco > Sesi Rio Preto > São Paulo BR
These fantasies literally embody the fears, anxieties, and anguish of each era; a dread of (being) alienated, consumerist crowds that devastate every corner of the planet. Perhaps we should ask ourselves what this other crowd, bursting out of the bowels of the earth, is capable of. What can we, with our ravaged sensibilities, do?
Diego Paleólogo > writer > Rio de Janeiro BR
At times didactic and at times ironic, the rockets range from Arendt and Žižek to classic gags (from circus-theater to Os Trapalhões tv series) to reflect on the violence, sadism, and fear inherent in humans; on the confirmation bias from which we shape our worldview; on the exercise of otherness and on ethics in times of chaos (if such a thing exists).
Fernando Pivotto > Medium > Rio de Janeiro BR
With biting humor, plenty of irony, and theoretical discourse, Foguetes Maravilha brings to the stage the war of polarities ravaging Brazil, coupled with a sense of the end of the world.
Jaqueline Deister > Correio da Manhã > Rio de Janeiro BR
A play that offers a powerful metaphor for the woes of the contemporary world.
Jornal Povo > Rio de Janeiro BR
This play is not only sensational and hilarious, but also deeply relevant and political!
Enrique Diaz > theater director > Rio de Janeiro BR